Category: Cinema


Prince of Persia - The Sands of time

Prince of persia nasce nos games, e por ousadia que poucos tem, vai parar nas telas de cinema.

“O jogo evoluiu tanto, desde o primeiro personagem, que tinha 40 pixels de altura e rosto de 4 pixels, até as representações mais realistas dos jogos recentes… E agora o filme está quase pronto e, pela primeira, vez o príncipe vem em carne e osso.” Depoimento do criador Jordan Mechner.

Para escolher o elenco, um trabalho muito dificil para essa épica jornada, o produtor Jerry Bruckheimer sabia que jogadores de videogame são difíceis de se agradar, e dificuldade é algo que ele gosta muito. “Minha família sempre foi dura comigo e eu não me importo com críticas duras” disse o produtor Jerry Bruckheimer.

Para protagonista de uma aventura de grande orçamento em Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo, o ator Jake Gyllenhaal (de Brokeback Mountain) foi quem ganhou este fardo, e completa: “Sei que há muito ceticismo quando se traduz um videogame para o cinema, mas eu também estou animado pois sei que é uma das melhores adaptações que já foram feitas” disse o ator de 29 anos.

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Coco avant Chanel

Audrey Tatou em Coco avant Chanel

Coco avant Chanel (2009 – escrito por Anne Fontaine) conta a vida de Gabrielle ‘Coco’ Chanel (Audrey Tatou) antes de virar a famosa estilista francesa. Abandonada pelo pai em um orfanato quando criança, Gabrielle aprende a ganhar a vida cantando em cabarés e sonhando com fama e riqueza. Uma mulher fora de sua época, que não aceitava as convenções da sociedade, e que pela primeira vez na história preferiu o conforto à beleza. Chanel deu o primeiro passo para o fim do espartilho, delineando o corpo feminino apenas com o caimento do tecido e cintos.

Já adulta, Coco conhece a praia. Ao ver um grupo de marinheiros retirando uma rede do mar, ela apaixona-se pelo uniforme listrado em azul e branco. Chanel incorpora o modelo em seu guarda-roupa e até hoje ele é símbolo de charme e elegância introduzidos por ela.

Incompreendia por seus contemporâneos, Coco chocava com suas vestimentas e sua atitude. Ela não gostava dos vestidos exagerados e das flores e fitas que os enfeitavam. Chanel preferia a sobriedade, a discrição e acima de tudo o conforto. Ela desafiava as regras vigentes de comportamento na sociedade do século XX. Chanel usou calça, gravata e montava a cavalo como os homens. Acima de tudo, ela não aceitava ser oprimida pelo machismo.

Iniciou seus trabalhos na moda fazendo chapéus para a alta burguesia e nobres. Apaixonou-se por um inglês que a ajudou a nos negócios. Após a morte dele, Chanel lança sua primeira coleção – uma ruptura dos paradigmas estabelecidos. Nascia uma estilista e a lenda da moda contemporânea. Até hoje, a Maison Chanel é símbolo de classe e elegância.

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Sarcasmo e sangue, muito sangue

brad_pitt_inglorious_basterds_movie_posterVocê já imaginou ficar tenso, apreensivo, com nojo e rir no mesmo filme? Isso só é possível em um filme de Quentin Tarantino. Bastardos Inglórios é o tipo de filme que você fica feliz ao sair do cinema.
Tarantino propõe outro final para a segunda Guerra Mundial (que eu não vou contar para não estragar o filme), e essa é uma das grandes sacadas. Você entra em dúvida se acredita que o final continuará o verdadeiro, ou se mudará.
O filme se passa na França ocupada por nazistas. Isso faz com que o filme seja falado praticamente todo em francês e alemão. Os diálogos passam sutilmente para o inglês, e transmitem uma veracidade incrível para a história. Destaque para o austríaco Christoph Waltz, o vilão do filme. Seu personagem, um militar alemão que caça judeus, fala também inglês, francês e italiano, todos perfeitamente!
As cenas violentas são frequentes, mas bem temperadas de sarcasmo. O detalhe do vermelho intenso, close nos escalpos e a gota de sangue na ponta da faca são a transparência de um dos filmes de Quentin Tarantino.
A trilha sonora é outro motivo do sucesso do filme. A presença de ‘Cat People‘, do David Bowie, é desconcertante com o movimento do filme, mas é ao mesmo tempo inquietante. Nesse aspecto o filme está redondo. Apesar de ter duas horas de duração, não é cansativo. A estrutura foi dividida em capítulos e isso deixa o filme maleável.

Quentin Tarantino, escritor e diretor

Quentin Tarantino, escritor e diretor

Se você quiser conferir outros filmes de Quentin Tarantino, esses são os imperdíveis: Pulp Fiction, Kill Bill, Assassinos por natureza e Sin City. Aconselho O Albergue somente para os que têm estômago para ver Jogos Mortais. O filme de Tarantino consegue ser ainda mais nojento e sangrento que o do torturador Jig Saw.

O filme Pulp Fiction já virou clássico do cinema, com John Travolta e Uma Thurman

O filme Pulp Fiction já virou clássico do cinema, com John Travolta e Uma Thurman

Assista Bastardos Inglórios e deixe seu comentário!

“Play or Be Played” Essas são as regras!

Dgamer1a realidade científica atual à tecnologia do filme “GAMER” (2009, dirigido por Mark Noveldine e Brian Taylor) falta pouco tempo. Veja com seus próprios olhos e perceberá que o que falo é a mais pura verdade. É um filme que se passa num futuro próximo vivenciando a facilidade da internet e conectividades afins a todas as pessoas que tem acesso a ela. Não chega a ser surreal devido a evolução tecnológica que torna possível a trama do filme.

Em GAMER, você vê a história de Castle (Michael C.Hall), um ricaço que cria uma tecnologia de nanocélulas para deixar os programas e jogos de computador ainda mais reais. Isso porque você poderá controlar pessoas pelo seu computador. O principal do filme é um videogame online, que fica popular em todo o mundo por trazer a luta de presidiários condenados à pena de morte para sobreviver, como se fossem personagens virtuais em um videogame, controlados por pessoas, em batalhas reais. Fazendo um parêntese sobre isso, o que você pensaria em colocar uma porção de condenados à morte num galpão e “brincar” de tiro ao alvo com eles sendo a mira? Bom, inicialmente grande parte pensa “ah, já que são detentos, eles tem mais é que morrer mesmo”, mas no filme você vê que também há o lado humano nesses presidiários, é claro que tem muitos que tem mais é que apodrecer mesmo. É bom refletir sobre isso…

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O filme é também uma crítica aos jogos no estilo ‘Second Life’, onde as pessoas vivem através de seus personagens e se esquecem do mundo real. Esse tipo de transposição da vida, onde há uma fuga da realidade por parte dos jogadores, cria um universo libidinoso e libertino onde você pode ser outra pessoa, e tudo é possível.

Eu não vou contar mais sobre o filme, porque cabe a cada um assistir e tirar suas conclusões. Só deixo bem claro que é um ótimo filme. Tanto pela filmagens, fotografia espetacular, cenas, personagens, quanto pela história.

Para crianças e adultos também!

Pra quem viu o filme Up – Altas Aventuras e imaginou que seria mais um filme para crianças, mudou de idéia logo após sair da sala de cinema. Este é um filme de animação que fez muito adulto chorar em muitas das cenas dessa aventura emocionante. A variação de risadas e lágrimas é translúcida. “Para cada risada, deveria haver uma lágrima”, afirmou John Lasseter no 62° Festival de Cannes, o homem que hoje comanda a área de animação da Disney.

https://i0.wp.com/3.bp.blogspot.com/_X643PcxIPVk/ScaTMHqyzXI/AAAAAAAASUk/dzz6_CrM5co/s400/Up+-+Altas+Aventuras.bmpEm Up, vemos a história de um velhinho chamado Carl que, viúvo, é vencido pela explosão imobiliária no seu bairro e ameaçado de ser posto num asilo, decide realizar a aventura tão sonhada na infância por ele e a mulher de explorar a natureza na América do Sul. Como trabalhou sempre com balões de gás hélio, Carl, une a sua casa balões suficientes para fazê-la voar. Inocentemente ele decola levando de brinde o garoto Russel, escoteiro cuja “promoção” dependia da tarefa de prestar auxílio a idosos. É o início de uma bela amizade e uma grande aventura feita pela Pixar.

Duvido que alguém não tenha se lembrado da principal fala do DUG, o cachorro mais simpático, após ver esse filme…

ESQUILO!


De volta ao básico

Se você foi ao cinema assistir Arraste-me para o inferno (Drag me to hell, 2009) e achou que foi a maior perda de tempo da sua vida, fique tranquilo, você não foi o único. A maiora dos espectadores saiu de cara amarrada das salas de cinema, e diz ter odiado. Mas o que deve ser levado em consideração é o projeto de experimentação realizado por Sam Raimi. Após o sucesso com Homem-Aranha, ele voltou à origem com um filme tipo B, cheio de clichês cinematográficos – gosmas, gritos, maldições, espíritos e rituais.  Ele abusou dos cortes bruscos, exagerou na sonoplastia e deixou evidente os erros de continuidade.Inclusive a escolha da atriz principal (Alison Lohman) foi tendenciosa. Ela é o esterótipo de mocinha de thriller: bonitinha, sem expressão, e com grito e1stridente.

Raimi também não deixou a comédia de fora. Na maior parte do filme, as cenas que deveriam ser tensas, são cômicas.  Arraste-me para o inferno é também uma crítica à indústria hollywoodiana, que gasta milhões em superproduções. Ele mostrou que é possível fazer um filme trash na atualidade e ter bilheteria.