Se você foi ao cinema assistir Arraste-me para o inferno (Drag me to hell, 2009) e achou que foi a maior perda de tempo da sua vida, fique tranquilo, você não foi o único. A maiora dos espectadores saiu de cara amarrada das salas de cinema, e diz ter odiado. Mas o que deve ser levado em consideração é o projeto de experimentação realizado por Sam Raimi. Após o sucesso com Homem-Aranha, ele voltou à origem com um filme tipo B, cheio de clichês cinematográficos – gosmas, gritos, maldições, espíritos e rituais.  Ele abusou dos cortes bruscos, exagerou na sonoplastia e deixou evidente os erros de continuidade.Inclusive a escolha da atriz principal (Alison Lohman) foi tendenciosa. Ela é o esterótipo de mocinha de thriller: bonitinha, sem expressão, e com grito e1stridente.

Raimi também não deixou a comédia de fora. Na maior parte do filme, as cenas que deveriam ser tensas, são cômicas.  Arraste-me para o inferno é também uma crítica à indústria hollywoodiana, que gasta milhões em superproduções. Ele mostrou que é possível fazer um filme trash na atualidade e ter bilheteria.

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